Noite fria chuva forte lá fora, ela em casa na sua cama vivendo a solidão do inverno. A falta do calor do outro para tornar seus momentos mais aconchegantes. A falta do abraço, do bafo quente da companhia.
Deita na sua cama, ela hoje está maior que o habitual, está fria, impessoal. Assim ela sente a solidão, coloca um coberto e implora que a cama ajude a aquecê-la, mais nada, como se as suas súplicas não valessem de nada... a cama se recusa a lhe aquecer, apenas permite que ela se aninhe e procure um cobertos para se esquentar...
Então nessa solidão de inverno, imagina uma lareira, uma taça de vinho, uma manta bem quente, algo que acaba com esse frio perturbador, mas perceber que nada disso adianta para lhe aquecer, pois percebe que o frio esta sentindo não é do inverno e sim o frio da alma e do coração. E para esse frio não tem cobertor, casaco, edredom... que dê jeito.
Ela precisa ser aquecida pelo amor, mas não um amor qualquer e sim o amor dele, que tanto passeia na sua mente, que tanto estimula a sua imaginação, que tanto para ela indica a personificação do homem perfeito, ideal. Aquele que sabe o que ela esta sentindo, o que ela deseja o que ela almeja... um colo, um beijo, um abraço, um carinho, um olhar.
Mas o que ela percebe é que ela não existe, é apenas uma projeção da sua imaginação... Mas que não impede que ele crie forma e aqueça o seu coração nesses dias frios de outono, inverno, primavera ou verão, pois sem ele o frio sempre permanecerá em seu coração.
