sexta-feira, 17 de junho de 2011

Solidão de Inverno...

Noite fria chuva forte lá fora, ela em casa na sua cama vivendo a solidão do inverno. A falta do calor do outro para tornar seus momentos mais aconchegantes. A falta do abraço, do bafo quente da companhia.
Deita na sua cama, ela hoje está maior que o habitual, está fria, impessoal. Assim ela sente a solidão, coloca um coberto e implora que a cama ajude a aquecê-la, mais nada, como se as suas súplicas não valessem de nada... a cama se recusa a lhe aquecer, apenas permite que ela se aninhe e procure um cobertos para se esquentar...
Então nessa solidão de inverno, imagina uma lareira, uma taça de vinho, uma manta bem quente, algo que acaba com esse frio perturbador, mas perceber que nada disso adianta para lhe aquecer, pois percebe que o frio esta sentindo não é do inverno e sim o frio da alma e do coração. E para esse frio não tem cobertor, casaco, edredom... que dê jeito.
Ela precisa ser aquecida pelo amor, mas não um amor qualquer e sim o amor dele, que tanto passeia na sua mente, que tanto estimula a sua imaginação, que tanto para ela indica a personificação do homem perfeito, ideal. Aquele que sabe o que ela esta sentindo, o que ela deseja o que ela almeja... um colo, um beijo, um abraço, um carinho, um olhar.
Mas o que ela percebe é que ela não existe, é apenas uma projeção da sua imaginação... Mas que não impede que ele crie forma e aqueça o seu coração nesses dias  frios de outono, inverno, primavera ou verão, pois sem ele o frio sempre permanecerá em seu coração.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tim tim por tim tim

Combinação perfeita: o vermelho intenso de uma taça de vinho com o vermelho carne de uma boca, desejando sentir textura e o sabor desse vinho.  A boca sedenta do prazer, da sedução do fogo que a consome, deseja que o gole de vinho seja dado pra que a sacie, mas como saciar algo que só aumenta, ela se veste com o lingerie vermelha que completa a combinação perfeita de prazer. Então se enche de coragem e liga pra ele, desejando que aquele telefone seja a boca daquele homem que a tira do sério, que ela tanto deseja, e que ele insisti em não acreditar. Ela então fecha os olhos e liga, pra variar o celular nunca está perto dele, então seu coração entra em compasso de desespero, bate forte avassalador. O que ela faz com o cenário de prazer que construiu para ela e ele, assim não desiste, tenta de novo no outro e no outro número, até que aquela voz forte, firme, invade o seu ouvido a entorpecendo, por segundos ela perde o chão e deseja aquela voz diretamente saindo daquela boca que a enfeitiça direto no seu ouvido. E quando ela consegue recobrar a sua voz, resolve dizer  tim tim por tim tim o que quer falar com ele. Num fôlego só lhe diz: Quero um beijo seu, um beijo que comece pelo desejo do seu olhar no meu que me faça sentir um arrepio na coluna, que me amoleça, que me faça desejar que seus lábios encostem-se ao meu com desespero. Que a sua boca grande e máscula encoste-se à minha boca suavemente, que a sua mão me puxe para ir de encontro ao seu corpo, que seus braços me enlace, que eu sinta o calor do seu corpo contra o meu, que você me beije suavemente, brinque com meus lábios, morda, suga, com calma e desejo. Quando os nossos corpos estiverem respondendo, puxe o meu cabelo e me puxe ainda mais pra perto de você e agora coloque a língua nesse beijo, quente, intenso, fogoso, que me tire o ar, que me faça desejar, que naquele mesmo instante o tempo pare, que o desejo dure o tempo necessário para eu poder matar a saudade e o desejo de você, daquele beijo.  No final da descrição ela está infinitamente envolvida por aquela áurea de prazer e desejo, e pede, na verdade gemendo ela sussurra, larga tudo aí e venha me tomar em seus braços, antes do final da frase, ela percebe que o telefone desligou, e em pouco minutos a companhia toca e ela sente o seu coração acelerar... era ele, tinha vindo atender o seu chamado... o seu desejo... o seu prazer...