sexta-feira, 22 de abril de 2011

Banho de chuva

Depois de horas em frente ao computador, deu uma vontade de sair, andar, respirar. Não pensei duas vezes. Troquei de roupa e fui. A chuva estava fraquinha um convite a uma caminhada, permitindo me envolver em meus pensamentos, na busca de mim mesma... De repente a chuva aumentou, um toro brabo daqueles, e ai o que fazer? Parar ou seguir? Preferi a segunda opção e segui caminhando na chuva, ela lavava minha alma, minhas dores, minhas tristezas, medo. Me fez senti livre, abrir os braços, girei, me senti num filme, e as pessoas? Não sei, não vi... Pratiquei a invisibilidade. Aquela chuva no meu corpo era como música pro meus ouvidos, uma massagem pra acabar com a tensão de tantas perguntas sem respostas que eu ainda tenho. Tive vontade de correr, passar por debaixo de todas as calhas e me molhar, reviver a menina livre e feliz de 20 anos atrás mas, no meio da nostalgia, das lembranças, tudo parou, não sentia mais a chuva, sentia apenas a liberdade, e me vi refletida naqueles pingos de água. Vi o reflexo da minha essência, livre, feliz, liberta dos medos e preconceitos; das fantasias e projeções, vivendo apenas aquele momento, a roupa molhada colada ao meu corpo me fez sentir frio e assim retomar a consciência, mas mais do que a consciências eu retomei a minha essência, o meu destino, o de escrever, viver, conhecer, viajar, deixando o vento me levar. Para muitos um simples banho de chuva, pra mim encontro comigo mesma e o fim da minha solidão.

sábado, 16 de abril de 2011

O vinho!!!!

Em plena sexta-feira a noite ouvindo uma boa música e embriagando-se de vinho e de seus desejos, temores, anseios, sonhos, aquela menina que deseja ávidamente se transformar em mulher, percebe que precisa viver a sua vida assim como se entrega ao vinho, através dos seus sentidos.
            Toma-se o vinho pela cor, cheiro, textura,sabor. Então, ela percebe que a vida dela tem que ser atraída pela cor dos seus objetivos, se inebriar pelo cheiro dos seus sonhos, se deliciar com o gosto macio e intenso dos seus desejos, que vão descendo e inebriando aquela menina-mulher de coragem, força, tesão, inspiração.
            Em certos momentos ela precisa ser suave em outros seca; em alguns fraca e em outros fortes, mas sempre impactante.
            Os vinhos e os sentidos a despertam para intensidade da sua vida e do seu viver. O que ela mais deseja é ser tão encorpada e  única como os vinhos, e que a vida para ela se apresente tão sedutora e inesquecível, para que ela deseje e saboreie a mesma como uma boa taça de vinho.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Tempos de guerra ou tempos de paz?

Durante a semana que passou, sentimos uma grande comoção diante da tragédia na escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, chocando o país e gerando uma onda de indignação, medo, solidariedade em todos. Quando assisti essa noticia pela primeira vez na televisão, uma citação do filósofo Heródoto (século 5 a. C) me veio a cabeça: “ninguém é tão insensato que prefira a guerra à paz, em tempos de paz, os filhos enterram os pais, em tempos de guerra,os pais enterram os filhos”.  Diante disso a qual conclusão você chega dessa barbárie?
Estamos vivenciando a inversão natural do ciclo da vida, é a decadência  da sociedade. Como dizia o escritor suíço Denis de Rougemonnt “a decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: O que irá acontecer? em vez de inquirir: O que eu posso fazer?”, e a primeira pergunta foi a mais ouvida nos noticiários e pelas pessoas em geral, ate quando isso vai acontecer? Ou seja, ninguém coloca a mão na consciência e diz : que nós podemos fazer pra modificar essa situação?
Na verdade muitas dessas pessoas praticam a invisibilidade do outro, dos problemas, usando essa invisibilidade como um escudo protetor e quando ocorre um caso tão dramático, tiram do fundo do baú as suas velhas demagogias e espalham pelas redes sociais comentários copiados e correntes de oração. Mas a me faço algumas perguntas: quais deles realmente oraram? Qual deles realmente  pararam para pensar o que realmente esta acontecendo no mundo em geral? O que sinto é que temos muitos discursos vazios e oportunistas.
Precisamos realmente é do verbo esperançar de nosso maravilhoso Paulo Freire, ou seja, de reagir, levantar, modificar, tirar o escudo protetor e poder enxergar as pessoas, a vida e ter atitudes para modificá-las, e não esperançar de esperar, de ficarmos de braços cruzados esperando o que vira depois, porque simplesmente não tem mais jeito. Precisamos parar de repetir o discurso do acomodado, ou seja, de que adianta fazer, se mais ninguém vai? Ou o mundo já esta perdido mesmo, não temos mais o que fazer! Ou a preferida da maioria é o final dos tempos, não temos mais salvação. E a verdadeira Fé fica aonde? A fé no outro, a fé na mudança, a fé nas possibilidades, e principalmente a fé em mesmos, alguém tem que dar o primeiro passo, para que os outros venham em seguida, e possamos modificar essa situação.
Temos a urgência do tempo da esperança, temos a urgência do tempo da paz. Precisamos do tempo da delicadeza, de sentir o outro, pensar no outro perceber o outro... Assim temos a urgência das atitudes individuais que possam formar um todo. Como disse o rei Luiz XV “os ausentes nunca tem razão”

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Anjo

Tem pessoas que são anjos e passam em nossas vidas, para modificar o nosso destino, a nossa conduta e percepção da vida. Que nos trazem a paz, que despertam o que em nós estava adormecido, habilidades que nem sabiamos que tinhamos. Mas quando eles percebem que os seus protegidos estão seguindo o seu caminho, eles partem fisicamente de suas vidas.
Aos protegidos cabe chorar a dor da saudade e da ausência dos seus anjos. Aos anjos cabem continuar cuidando, mesmo de longe, porque de perto não é mais possivel.
Ao anjo que modificou, acrescentou muito a minha vida os meus mais sinceros agradecimentos, e a torcida pela sua felicidade e a espera do momento certo do reencontro, nem que seja por 30 segundo...

domingo, 3 de abril de 2011

Contradições

 
 
 
A vulnerabilidade que ficamos quando nos apaixonamos é que nos faz não querer nos apaixonar novamente. So que o meu medo da solidão é maior que o meu medo de amar...
Então vivo esse eterno e intenso paradoxo entre o desejo de ter alguem e o medo de sofrer!!!
Qual caminho escolher? O da coragem de amar ou o da covardia de sofrer?
Mesmo sabendo que sofrimento maior é o de não se permitir tentar ser feliz!!!