Aventuras de uma pedagoga na filosofia, na escrita e na tentativa de se descobrir ou então ser devorada pela sua ansiedade e intensiade. Encontrei a minha paixão pela escrita, poesia, e palavras que acalmam as nossas almas e o coração.
domingo, 15 de abril de 2012
"Venha me beijar
Meu doce vampiroooo
Ou ouuuuu
Na luz do luar
Ãh ahãããããh
Venha sugar o calor
De dentro do meu sangue...vermelhoooo!
Tão vivo tão eterno...veneno!
Que mata sua sede
Que me bebe quente
Como um licor
Brindando a morte e fazendo amor...
Me acostumei com você
Sempre reclamando, da vidaaaa
Me ferindo, me curando..a ferida
Mas nada disso importaaaa
Vou abrir a portaaaa
Prá você entrar
Beija minha boca
Até me matar...de amoooor!"
Rita Lee - Doce Vampiro
Em algum momento as coisas perderam a cor, o dia perdeu o brilho, a vida perdeu o sentido.
O que aconteceu comigo? Por que me sinto tão sufocada? O que esta me sufocando? O que estou sentindo? O que preciso escrever?
Quantas perguntas e indagações incomodam aminha vida, a minha cabeça e afligem o meu coração, comprimem o meu peito fazendo com que o ar falte.
Desespero não saber o que estou sentindo, ou saber o que estou sentindo e não admitir,por medo de fraquejar diante de evoluções conseguidas, alcançadas nessa louca caminhada de me conhecer. Briga de razão e emoção; lagrimas e riso; força e fraqueza.
Sinto-me perdida no meio de uma imensa tempestade de sentimento e sensações. Uma tempestade forte avassaladora, grito por socorro, não sei onde me abrigar.
Estou com medo de que ela me inunde, me afogue. Desesperadamente fico na ponta dos pés e ergo o meu pescoço para o alto a procura desesperada de ar. Percebo que o ar esta distante, difícil..., as minhas traquéias estão bloqueadas o ar dificulta de chegar aos meus pulmões. Então, agonizo, me dabato desesperadamente, suplico em pensamento que alguem me veja, perceba a minha morte anunciada e me acuda, me salve, me devolva o ar.
Coloque-me num balão de oxigênio, numa ventilação mecãnica,segure minha mão a ponto de acalmar-me. Leve-me para um lugar alto, que impeça que a tempestade me alcance, me destrua, me inunde; e sim, me abrigue em um local protegidos dos pingos fortes que deixam marcas vermelhas na minha pele, tão sensível ao toque, mas que tenha pequenas goteiras que permitam diminuir a intensidade e violencia do contato da tempestade sobre a minha pele. Que me possibilite perceber que na verdade é uma leve garoa que veio limpar, refrescar os bons sentimentos, trazendo a limpidez e transparencia ao meu coração e olhos.
Ao mesmo tempo que se faz de enxurrada que levara ladeira abaixo, para o meu bem, longe da minha mente o que entristece e amedronta o meu ser.
Ao final a tempestade irá se dissipando, o ar estará se normalizando nos meus pulmões. O sol irá ressurgindo entre as nuvens cinzas e com seu brilho e calor devolvera o rubor e o brilho do meu corpo, minha pele, meu olhar...
Aquecerei meu coração e num folego so buscarei o ar que me permitira ainda por muito tempo viva e pulsante, continuar nessa caminhada pela vida e suas alterações climáticas de emoção. Ao final estarei forte e lim das sujeiras que os sentimentos impuros me encardiam.
Limpa e transparente assim desejo e devo viver a minha trajetoria sempre
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