Hoje me entreguei ao ócio, ao prazer de nada fazer, curtir minha cama, minha respiração, minhas batidas do coração e me perceber. E percebi que estou sufocada. Sufocada pelas indagações, frustrações, medo, desespero, angustia, pelo fato de não aceitar o que esta acontecendo. Quantas interrogações surgem em minha cabeça, quanta necessidade de dizer o que eu penso, desejo, sinto, procuro, mas dizer a quem?
A vida é uma eterna busca, sempre estamos necessitando de algo, seja um emprego, um amigo, uma paixão, uma motivação, um amor, um momento feliz, a felicidade. Estou numa busca desenfreada do sentido da minha vida, que não sei, se algum dia tive, ou se ainda terei. Preciso saber o que eu quero? Como eu quero? Porque eu quero? Respostas essas que não estão fáceis de encontrar, e que esta me dando medo de refletir, sondar, pesquisar e sentir. Tenho a sensação de estar mentindo para mim o tempo todo.
Maquiando os meus sentimento e sensações, me sentindo obrigada a sorrir para todos, para mostrar que sou forte, que cresci que amadureci. Ou seja, mentindo para mim, por medo do que os outros irão achar. Tenho necessidade de aprender a dizer não, pois os tomo muitas vezes o que acaba ainda mais me decepcionando.
Quais são os meus verdadeiros gostos? Será que consigo definir o que quero? sem medo? Será que consigo sustentar as minhas opções mesmo que os outros digam que não é legal?
Estou entrando num terreno desconhecido, que a todo o momento esta me amedrontando, assustando, na verdade desesperando. Sensações que não consigo dizer a ninguém, me expressar verdadeiramente, apenas só consigo sentir.
Estou entrando num terreno desconhecido, que a todo o momento esta me amedrontando, assustando, na verdade desesperando. Sensações que não consigo dizer a ninguém, me expressar verdadeiramente, apenas só consigo sentir.
Como é difícil ter que conhecer a você mesma sem neuras, medos e necessidade de conquistar as pessoas. Passo pelo risco de não gostar do que vou encontrar de quem vou conhecer. Preciso me conquistar, me seduzir, para seguir. Enfrentar e encarar a minha face no espelho, me aceitar como sou e estou me permitir sofrer, amar, rir, viver, chorar. Sei que em muitos casos vai sangrar e vai doer muito, como já esta doendo.
Preciso experimentar o território sagrado do silencio e da solidão, pois para existirmos de fato, cada pessoa, tem que dar conta do seu próprio vazio.
“Há um tempo que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se, não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nos mesmos”
È o que propõe Fernando Pessoas, e o que eu estou me propondo, atravessar do passado para o presente, deixando pra trás as acomodações, as roupas confortáveis e me permitir o novo, o desafio, as possibilidades que a vida vai se apresentando na outra margem da minha historia.
Estou entrando no tempo de quebrar as pedras, para plantar as minhas sementes de esperança, amor, felicidade e amadurecimento.
Entregando-me a travessia!!!!!
Nossa... quem não irá se encontrar em algumas dessas situações?...?
ResponderExcluirBem já pensei algo semelhante, inúmeras vezes, e a unica conclusão que tive é que devemos viver como sol, brilhar, não para si, mas para os outros. Sabendo que no fim do dia tudo ira se acabar e serão poucos que darão valor e agradecerão o brilho... mas no outro dia voltamos, com todo potencial para mostrar que somos bons, essencial para a vida de alguém.
Vamos lá Liu viver essa incerteza da vida, esperando dias nublados e dias ensolarados.
Ligia minha linda, você descreveu tudo o que estou sentindo, por tudo que estou passando! Me vi em seu texto! Peço-lhe permissão para "roubar-lhe" esse texto, mas claro, créditos seus!
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