terça-feira, 12 de abril de 2011

Tempos de guerra ou tempos de paz?

Durante a semana que passou, sentimos uma grande comoção diante da tragédia na escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, chocando o país e gerando uma onda de indignação, medo, solidariedade em todos. Quando assisti essa noticia pela primeira vez na televisão, uma citação do filósofo Heródoto (século 5 a. C) me veio a cabeça: “ninguém é tão insensato que prefira a guerra à paz, em tempos de paz, os filhos enterram os pais, em tempos de guerra,os pais enterram os filhos”.  Diante disso a qual conclusão você chega dessa barbárie?
Estamos vivenciando a inversão natural do ciclo da vida, é a decadência  da sociedade. Como dizia o escritor suíço Denis de Rougemonnt “a decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: O que irá acontecer? em vez de inquirir: O que eu posso fazer?”, e a primeira pergunta foi a mais ouvida nos noticiários e pelas pessoas em geral, ate quando isso vai acontecer? Ou seja, ninguém coloca a mão na consciência e diz : que nós podemos fazer pra modificar essa situação?
Na verdade muitas dessas pessoas praticam a invisibilidade do outro, dos problemas, usando essa invisibilidade como um escudo protetor e quando ocorre um caso tão dramático, tiram do fundo do baú as suas velhas demagogias e espalham pelas redes sociais comentários copiados e correntes de oração. Mas a me faço algumas perguntas: quais deles realmente oraram? Qual deles realmente  pararam para pensar o que realmente esta acontecendo no mundo em geral? O que sinto é que temos muitos discursos vazios e oportunistas.
Precisamos realmente é do verbo esperançar de nosso maravilhoso Paulo Freire, ou seja, de reagir, levantar, modificar, tirar o escudo protetor e poder enxergar as pessoas, a vida e ter atitudes para modificá-las, e não esperançar de esperar, de ficarmos de braços cruzados esperando o que vira depois, porque simplesmente não tem mais jeito. Precisamos parar de repetir o discurso do acomodado, ou seja, de que adianta fazer, se mais ninguém vai? Ou o mundo já esta perdido mesmo, não temos mais o que fazer! Ou a preferida da maioria é o final dos tempos, não temos mais salvação. E a verdadeira Fé fica aonde? A fé no outro, a fé na mudança, a fé nas possibilidades, e principalmente a fé em mesmos, alguém tem que dar o primeiro passo, para que os outros venham em seguida, e possamos modificar essa situação.
Temos a urgência do tempo da esperança, temos a urgência do tempo da paz. Precisamos do tempo da delicadeza, de sentir o outro, pensar no outro perceber o outro... Assim temos a urgência das atitudes individuais que possam formar um todo. Como disse o rei Luiz XV “os ausentes nunca tem razão”

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